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Sampaio: combate ao insucesso escolar é o tema essencial da educação PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Pedro   
Sexta, 17 Setembro 2004 17:56
{mosimage}O Presidente da República, Jorge Sampaio, considerou que os atrasos no início do ano escolar, "que em si mesmo são graves", não devem fazer esquecer que o essencial na área da educação é o combate ao insucesso escolar.

"Espero que, no próximo ano, toda esta matéria dos concursos [de professores] possa ter possibilidade de evolução, para que as escolas tenham professores mais estáveis", sustentou Jorge Sampaio, em Viana do Alentejo, distrito de Évora, onde iniciou um périplo por três concelhos alentejanos, que o vai levar ainda a Portel e a Beja.

Numa sessão solene no salão nobre do Quartel dos Bombeiros Voluntários, onde abordou outras matérias de política nacional, como a saúde e o combate à fraude e evasão fiscais, o chefe de Estado não deixou de considerar que "não é nada positivo que as escolas não comecem no dia em que deviam começar".

Sampaio sublinha que as circunstâncias de haver atrasos, "que em si mesmo são graves", não devem, porém, "fazer esquecer que o importante é saber qual o produto que as escolas estão a apresentar", referindo-se à necessidade de combater o insucesso escolar, que classificou como "outra chaga tão séria e tão grave da vida portuguesa".

Apelando a que os estudantes concluam a escolaridade obrigatória, o Presidente da República defendeu que o combate ao insucesso escolar deve passar a ser "uma questão básica do quotidiano nacional", mobilizando professores, estudantes e famílias.

Segundo dados oficiais do Ministério da Educação avançados ontem, dia previsto para o início do ano lectivo, menos de metade das escolas públicas portuguesas abriram as suas portas. Do total de 12.014 estabelecimentos de ensino básico e secundário do país, apenas 5539 (46 por cento) iniciaram as aulas.

A percentagem mais baixa de escolas aptas para iniciar o ano lectivo foi registada na área da Direcção Regional de Educação de Lisboa e a mais elevada na zona da Direcção Regional de Educação do Norte. Quanto à área da Direcção Regional de Educação do Alentejo, abriram apenas 38 por cento das escolas, quando a previsão oficial apontava para 58 por cento.