| Oitenta mil crianças fazem "chichi na cama" |
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| Escrito por Pedro | |
| Quarta, 22 Setembro 2004 13:23 | |
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{mosimage}Cerca de 80 mil crianças portuguesas sofrem de enurese, uma disfunção fisiológica conhecida por fazer "chichi na cama", que afecta a auto-estima dos menores e é motivo de encontros nacionais para pais e professores.
"De volta à escola - Para aprender e não repreender" é o tema dos encontros nacionais sobre enurese nocturna para pais e professores que serão hoje apresentados na Escola Luísa Neto Jorge, em Lisboa. A iniciativa é desenvolvida pela Associação Nacional de Professores (ANP) e pela Confederação Nacional de Pais (Confap) e conta com o apoio institucional da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP). O objectivo do projecto é esclarecer pais e professores sobre todos os aspectos físicos e psicológicos associados a esta disfunção fisiológica. As sessões de esclarecimento vão decorrer em escolas do primeiro ciclo do ensino básico e contam com um painel constituído por pediatras, psicólogos e pais de crianças com enurese nocturna, que transmitirão as suas experiências e esclarecerão as dúvidas dos participantes. Em Portugal a enurese nocturna primária atinge cerca de 80 mil crianças, entre os cinco e os 14 anos, e mais de 55 milhões em todo o mundo. O problema - uma disfunção física com maior incidência na infância a seguir às afecções alérgicas - caracteriza-se pela emissão involuntária de urina durante o sono, depois dos cinco anos de idade. O facto de ser primária significa que a criança nunca deixou de urinar na cama. A hereditariedade é uma das principais causas para a enurese nocturna, com um índice de 44 por cento de ocorrência da disfunção se um dos pais foi enurético e de 77 por cento se ambos (pai e mãe) tiverem sofrido de enurese. Outra causa apontada para o problema é a questão fisiológica, quando existe uma deficiência na produção nocturna de uma hormona antidiurética (vasopressina), que tem como objectivo regular a produção de urina durante as 24 horas do dia. Apesar de haver solução terapêutica para a disfunção, apenas cerca de um terço das famílias com casos de enurese consulta o médico, julgando as restantes que o problema se resolve com o tempo. No entanto, a falta de tratamento e a consequente persistência da disfunção afecta a auto-estima e a socialização da criança, o que pode provocar efeitos adversos no seu desenvolvimento harmonioso e causar problemas psicológicos para toda a vida, alertam os especialistas. In Público Online (http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1204100) |


