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Sindicato dos Professores duvida que alternativas da ministra reparem atrasos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Pedro   
Quinta, 07 Outubro 2004 18:25
{mosimage}O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) disse hoje ter "muitas dúvidas" quanto à possibilidade de os atrasos na abertura do ano lectivo serem reparados com as compensações propostas pela ministra da Educação.

Maria do Carmo Seabra defendeu ontem, na Assembleia da República, três soluções alternativas que poderão ser escolhidas pelas escolas: adiamento do final do ano escolar, prolongamento das aulas nas férias do Natal e da Páscoa e recurso a apoios educativos.

"O ano lectivo está altamente comprometido. Temos muitas dúvidas que essas alternativas venham colmatar os atrasos", disse José Frade, dirigente do SPZC, que integra a Federação Nacional da Educação (FNE).

O ano lectivo deveria ter começado entre 16 e 23 do mês passado, mas problemas no concurso de professores levou a que as listas só ficassem concluídas cinco dias depois do final do prazo. Como consequência, os docentes não estão ainda todos colocados.

No final de uma reunião da comissão directiva alargada do SPZC, em Coimbra, José Frade esclareceu que os sindicatos de professores da FNE "não sossegarão" enquanto não for reposta a normalidade no funcionamento da escolas, embora não exijam, nesta fase, a demissão da ministra da tutela.

"É inaceitável que a ministra da Educação tenha adoptado uma postura de 'sacudir a água do capote' quando se apercebeu que nem todas as escolas abriram na quarta-feira", refere uma nota daquele sindicato.

Ao justificar esta situação no Parlamento com a falta de professores que "terão apresentado atestados médicos", Maria do Carmo Seabra "revelou um total desconhecimento da forma como se processa a fase final dos concursos", acrescenta.

Esta fase, sublinha o SPZC, "obriga o Ministério da Educação a preencher as vagas originadas por destacamentos e outros tipos de mobilidade".

"O Ministério não fez, a tempo e horas, o levantamento de todas estas situações e por isso há professores colocados noutras funções e tarefas - o que se sabia previamente - e que ainda não foram substituídos na actividade lectiva", explica.

José Frade estimou que "alguns milhares" destas vagas de professores estejam ainda por preencher.

In Público Online (http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1205344)