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Algarve vai ter 38 escolas novas PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Pedro   
Sábado, 04 Fevereiro 2006 22:03
O Algarve tem em curso um plano de requalificação da rede escolar orçado em 50 milhões de euros para dotar a região com 38 novas escolas, requalificar 65 e suspender 98 pequenos estabelecimentos de ensino.

O "Programa Especial de Reordenamento da Rede de Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico" (PER EB1 Algarve) visa "reordenar e requalificar até 2008/2009 as escolas do 1º CEB com espaços multi- funcionais", explicou hoje à agência Lusa o responsável pela Direcção Regional de Educação do Algarve (DREA), Libório Correia.

Os espaços multi-funções passam, por exemplo, por apetrechar as escolas todas algarvias do 1º ciclo do ensino básico com biblioteca, refeitório, ginásio, salas de computadores e salas de professores.

O documento, a que a Lusa teve acesso, refere que no final do plano de requalificação, o Algarve vai ganhar, no total, 38 novas escolas e jardins-de-infância, e que até Dezembro deste ano são construídas 13 novos estabelecimentos de ensino.

O plano prevê também a requalificação ou ampliação de mais de 60 escolas primárias e pré-primárias, a criação de três dezenas de bibliotecas, cerca de 40 refeitórios e 32 salas de professores, criando assim o conceito de "escolas completas", disse o responsável da DREA, Libório Correia.

Sobre a suspensão de escolas no Algarve, Libório Correia adiantou que desde que o plano está em vigor - iniciou-se há três anos - já foram fechadas algumas dezenas de escolas e que quando a rede ficar totalmente requalificada 98 escolas terão sido suspensas.

Libório Correia salvaguardou, contudo, que os alunos nunca serão obrigados a irem para uma escola pior do que aquela onde estavam.

"Nós nunca vamos suspender uma escola, forçando as crianças a ir para outra sem qualidade", ou seja, "as escolas de acolhimento são escolas que obedecem a mais qualidade", explicou Libório Correia.

Um dos principais problemas do Algarve é o facto das escolas das zonas de baixa densidade populacional, como as aldeias, terem uma frequência escolar de 20 alunos.

Nas zonas de alta densidade (cidades), os problemas prendem-se com a superlotação das instituições de ensino, forçando a um regime de funcionamento duplo, e com espaços educativos de pouca qualidade, nomeadamente pela carência de bibliotecas, espaços para educação física e cantinas.

Para fazer face a estas duas realidades, o PER EB1 Algarve vai actuar em duas dimensões: nas cidades vão ser criadas mais escolas e novas condições de funcionamento tanto nas primárias como nas pré- escolas, tais como equipamentos ao nível de bibliotecas, refeitórios e salas de professores e nas aldeias vai-se "requalificar uma ou mais EB1 em áreas geograficamente centrais, em relação às escolas de pequena dimensão".

As escolas onde se registe uma frequência entre 10 a 20 alunos vão ser suspensas, integrando os estudantes em escolas "devidamente apetrechadas de espaços e recursos modernos e seguros", indica o documento.

Fonte: Portugal Diário