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Ministra da Educação admite encerrar 1500 escolas do primeiro ciclo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Pedro   
Quinta, 23 Fevereiro 2006 21:47
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, admitiu hoje, no Parlamento, que no próximo ano lectivo deverão ser encerradas cerca de 1500 escolas do primeiro ciclo, o triplo do inicialmente previsto.

"As listas elaboradas pelas direcções Regionais de Educação [DRE] põem em causa 1500 escolas, mas ainda não é um número certo uma vez que ainda não estão encerradas as negociações com as autarquias", afirmou a ministra, em declarações à margem de uma conferência dedicada à escola a tempo inteiro, organizada pelo grupo parlamentar do PS.

O Ministério da Educação tinha previsto inicialmente o encerramento de 500 escolas com menos de 20 alunos e com taxas de aproveitamento inferiores à média nacional.

O número final deverá ser bastante superior, uma vez que as câmaras municipais (que tutelam o ensino básico) identificaram, em conjunto com as DRE, cerca de 1500 estabelecimentos de ensino a encerrar por falta de alunos e localização em zonas isoladas.

"São escolas do interior, das zonas pobres e isoladas, que têm uma série de factores que em conjunto puxam para baixo. A minha atitude foi de dizer que estas escolas tinham de encerrar o mais rápido possível", explicou a ministra, adiantando que a região norte deverá ser a mais afectada.

O anunciado fecho de centenas de escolas tem provocado protestos um pouco por todo o país, mas a polémica foi hoje desvalorizada por Maria de Lurdes Rodrigues.

"Há protestos decorrentes da competição entre freguesias e protestos de pais inquietos com a forma como vão ser organizados os transportes e as refeições, mas para o número de encerramentos que se vão fazer as contestações são poucas e localizadas", considerou.

As autarquias têm agora até Abril para entregarem ao ministério os planos relativos à construção de centros escolares ou à melhoria de infra-estruturas já existentes, intervenções que deverão ser financiadas com verbas do próximo Quadro Comunitário de Apoio.

As soluções respeitantes aos transportes de crianças para os centros escolares estão ainda a ser estudadas localmente, mas a ministra já admitiu que em alguns casos o horários das aulas terão de ser flexibilizados para que os alunos das freguesias mais distantes não tenham de sair de casa ainda de madrugada.

O Ministério da Educação anunciou hoje que já foram aprovadas as verbas necessárias para garantir o fornecimento de almoço às crianças de 224 concelhos do país.

Fonte: Público On-line