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As provas de aferição de Língua Portuguesa e de Matemática, este ano realizadas por uma amostra representativa de alunos dos 4º e 6º anos, decorrem nos próximos dias 18 e 19. Os testes continuarão a não contar para a nota, mas os estudantes que os fizerem terão, pela primeira vez, de assiná-los.
A decisão de acabar com o anonimato das provas de aferição, introduzidas em 2000/2001, foi tomada pela anterior ministra da Educação, Maria do Carmo Seabra, como forma de "promover a participação responsável dos alunos", justifica-se no despacho publicado em Março. A eventual falta de empenho manifestada pelos alunos em relação a estes testes tem sido, aliás, uma das críticas apontadas a esta forma de avaliação. Há relatos de absoluta negligência nas respostas dadas, desde os espaços que são deixados em branco a insultos escritos nas folhas de teste. É certo que as provas não foram criadas para avaliar individualmente os estudantes, mas para ajudar professores, escolas e administração educativa a perceber se as competências definidas no currículo destas duas disciplinas nucleares estão a ser adquiridas pelos alunos, no final de cada ciclo do ensino básico. A partir daí, tomariam-se-iam decisões em relação às matérias, orientações pedagógicas e definição de prioridades na formação dos professores. Mas mais uma vez os objectivos estão longe de ser atingidos. Logo à partida porque os resultados chegam tarde às escolas. Este ano, por exemplo, os professores preparam-se para testar os alunos dos 4º e 6º anos - os do 9º ficam de fora, já que vão fazer os novos exames nacionais - sem que sejam conhecidos os resultados de 2004. O Ministério da Educação diz que "já existe um relatório e que será divulgado brevemente". (...) No passado ano lectivo, as provas de aferição foram feitas por todos os alunos do 9º ano e por uma amostra de estudantes dos 4º e 6º anos. Agora, com a estreia dos exames nacionais e a identificação obrigatória das provas, esta é a quarta vez, em cinco anos de história, que estes testes mudam de figurino, alternando entre a realização pelo universo dos alunos dos anos terminais dos três ciclo de estudos do ensino básico e a amostra de escolas, como é o caso este ano. O despacho assinado por Carmo Seabra volta a determinar que a informação sobre o resultado do "desempenho dos alunos a nível nacional, regional, de escola e de turma deverá ser fornecida à escola". A informação sobre o "desempenho individual do respectivo educando poderá ser facultada aos encarregados de educação, a pedido dos mesmos". In Público On-line (http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1222428) |