Curiosidades

O termo 'aritmética' provém do grego 'arithmós', que se refere aos números, enquanto o prefixo 'ar' implica reunir, isto é, aritmética é a ciência que reúne (soma, subtrai, multiplica, divide) números.
(Wikipédia)

Fique a par das nossas novidades. Subscreva o nosso feed!

Clique aqui!
Milhares de professores pedem a demissão da ministra da Educação PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Avaliação: / 0
FracoBom 
Escrito por Pedro   
Sexta, 18 Novembro 2005 22:55
Milhares de professores pediram hoje a demissão da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, numa manifestação nacional em Lisboa, que superou as expectativas dos sindicatos que convocaram o protesto.

"Vai para a rua, vai para a rua", foi um dos gritos mais ouvidos entre os cerca de seis mil manifestantes que se concentraram frente ao Ministério da Educação (ME), acenando lenços brancos em sinal de contestação às medidas do Governo para o sector, como o prolongamento do horário do primeiro ciclo e a reorganização da componente não lectiva.
"Ainda não há nenhuma decisão do secretariado nacional da Fenprof a pedir a demissão da ministra. Esta palavra de ordem nasceu espontaneamente por parte dos muitos milhares de professores que estão aqui e nós vamos, evidentemente, ter isso em conta na próxima reunião", afirmou o secretário-geral da Federação Nacional de Professores, Paulo Sucena.

A manifestação teve início no Alto do Parque Eduardo VII, onde os professores se congratularam pelo resultado da greve nacional de hoje, que dizem ter sido uma das maiores de sempre do sector em Portugal, com uma adesão que ultrapassou os 80 por cento, segundo dados dos sindicatos.

No início do protesto, os dirigentes sindicais criticaram a informação divulgada hoje pelo ME, segundo a qual os docentes deram entre 7,5 e 9 milhões de faltas no passado ano lectivo, classificando-a como "uma manobra de diversão e de calúnia" para degradar a imagem profissional da classe junto da opinião pública.

Com cartazes e faixas a dizer "exigimos respeito", os manifestantes rumaram ao Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro, gritando "Ministra escuta, a escola está em luta" e "pela aposentação, muito antes do caixão".

O protesto subiu de tom à chegada ao ME, onde estavam já concentrados centenas de docentes afectos aos sete sindicatos independentes que se juntaram à Fenprof e ao Sindicato Nacional e Democrático de Professores (Sindep) na convocação da paralisação de hoje.

Os sindicatos entregaram no ME uma coroa de flores, "em homenagem póstuma à actual política educativa", assim como uma resolução em que exigem, nomeadamente, que as aulas de substituição tenham um carácter facultativo e sejam consideradas como serviço extraordinário.

No documento, os docentes recusam as colocações plurianuais de carácter obrigatório e exigem a aprovação de um regime de aposentação que tenha em conta o desgaste profissional, o que afirmam ser incompatível com a exigência dos 65 anos.

"Alcançámos hoje o início de uma vitória. Esta manifestação ultrapassou seguramente todas as expectativas, sendo uma das maiores de sempre no país", concluiu Carlos Chagas, em jeito de balanço do dia de protesto.

Segundo o Ministério da Educação, a greve de hoje levou ao encerramento de 42 por cento das escolas do ensino básico e secundário do país.

Fonte: Público On-line