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Sócrates diz que fecho de escolas tem base "razões pedagógicas e não economicistas" PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Escrito por Pedro   
Quinta, 16 Fevereiro 2006 10:32

A reforma da Educação vai seguir até ao fim, garantiu ontem José Sócrates, criticado por grupos de pais e alunos devido aos planos de encerramento de escolas com poucos alunos. A decisão do Governo teve por base "razões pedagógicas e não razões economicistas", frisou.

O primeiro-ministro proferiu estas palavras na abertura da sua reunião com o grupo parlamentar do PS, ontem à tarde, da qual esteve ausente o deputado socialista e ex-candidato a Presidente da República Manuel Alegre.

Sobre a controvérsia em torno do encerramento de algumas escolas, José Sócrates defendeu que "as mudanças que o Governo está a introduzir são feitas a pensar nas crianças. A ambição de Portugal não é ter 50 por cento dos alunos em escolas boas, mas cem por cento em escolas boas", declarou Sócrates.

"Crianças em escolas com menos de dez alunos são crianças excluídas, sem condições de igualdade de oportunidades", afirmou, citado por fonte da bancada socialista

Na sua breve intervenção, o líder socialista deu sobretudo destaque aos projectos de reforma no sector da educação, área em que assegurou que o seu executivo "tem um programa reformador". Segundo a mesma fonte, o chefe do Governo deu como exemplos de medidas "correctas" o programa de "escolas a tempo inteiro" até às 17h30, a existência de aulas de substituição, o ensino de Inglês e as alterações no mapa escolar.

"Algumas destas medidas geraram reacções, mas seguramente os alunos terão com essa medida uma educação melhor", contrapôs, citado pela mesma fonte da bancada socialista.
Fonte: Público On-line