Fique a par das nossas novidades. Subscreva o nosso feed!

Clique aqui!
4º e 6º anos avaliados a Português e Matemática PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Avaliação: / 34
FracoBom 
Escrito por Pedro   
Segunda, 21 Maio 2007 18:56

Os alunos do 4º e do 6º anos testam esta semana os conhecimentos a Português e Matemática, realizando provas nacionais de aferição que não contam para nota, mas servem para aferir se estão a ser adquiridas as competências básicas.

Introduzidas em 1999, as provas de aferição começaram por ser universais, mas em 2002 passaram a ser realizadas apenas por uma amostra representativa dos alunos.

Este ano, o Ministério da Educação (ME) decidiu que os testes voltam a ser aplicados a todos os estudantes dos dois anos de escolaridade, alegando que as provas de aferição são o instrumento «mais adequado para avaliar a qualidade do currículo nacional e a prestação das escolas nos primeiros ciclos do ensino básico».

Na terça-feira, os alunos do 4º e do 6º anos têm 90 minutos para realizar a prova de Língua Portuguesa, sendo quinta-feira a vez de mostrarem o que sabem a Matemática.

Apesar de não contarem para efeitos de reprovação dos alunos, as notas alcançadas nestas provas serão, pela primeira vez, afixadas em pauta, possibilitando, segundo a tutela, «uma reflexão colectiva e individual sobre a adequação das práticas lectivas».

Assim, os estabelecimentos de ensino terão de realizar um relatório, a partir da análise dos resultados alcançados pelos alunos, no qual definem um plano de acção com medidas para melhorar o desempenho a Língua Portuguesa e Matemática.

Com base nos relatórios de cada escola, caberá depois à Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular elaborar um documento de avaliação dos currículos das duas disciplinas.

Em 2006, a então directora do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do ME fez um balanço dos seis anos em que se realizam provas de aferição, afirmando ser possível concluir que a aquisição de competências básicas não registou uma melhoria.

«A evolução a Língua Portuguesa e a Matemática não é positiva», afirmou à Lusa Glória Ramalho, então directora do GAVE, salientando os principais pontos fracos dos alunos, detectados a partir dos resultados das provas.

A dificuldade de interpretação, principalmente nos textos informativos, foi uma das maiores lacunas identificadas ao nível da Língua Portuguesa, enquanto na Matemática os alunos evidenciaram, sobretudo, problemas relacionados com a utilização da linguagem simbólica e o tratamento de informação mais complexa, como exercícios que exigem mais do que uma etapa de resolução.

Fonte: Diário Digital