| Professores manifestam-se contra redução de docentes de educação especial |
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| Escrito por Pedro | |
| Sexta, 10 Março 2006 22:37 | |
![]() Cerca de uma centena de professores e dirigentes sindicais manifestaram-se hoje contra a redução do número de docentes da educação especial, alegando que milhares de crianças com dificuldades de aprendizagem vão ficar sem apoio especializado. Numa concentração frente ao Ministério da Educação, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou o número de vagas de quadro destinadas à educação especial no concurso de colocação de docentes para o próximo ano lectivo, considerando-o claramente insuficiente face às necessidades. "O ministério abriu 2155 vagas, mas neste momento há 7500 professores a exercer funções na educação especial. Isso significa que cerca de cinco mil professores vão deixar de dar apoio a crianças com necessidades educativas especiais", explicou Vítor Gomes, coordenador nacional da Fenprof para esta área. Segundo a federação sindical, a legislação em vigor determina que devem ser classificados como necessidades educativas especiais todos os casos de crianças com dificuldades de aprendizagem, quer sejam decorrentes de deficiências ou não. No entanto, depois do Governo de Durão Barroso apenas os alunos com deficiências têm sido incluídos nesta categoria, deixando sem apoios especializados cerca de 120 mil crianças com dificuldades de aprendizagem, adiantou Vítor Gomes. Com esta redução do número de professores, a Fenprof teme que nem sequer as crianças com deficiências diagnosticadas tenham acesso à educação especial. Actualmente, são entre 35 a 45 mil as crianças com deficiências mentais, auditivas ou visuais que recebem este tipo de apoio nas escolas públicas. O adjunto da ministra da Educação, António Ramos André, admitiu ontem que o número de vagas criadas é inferior ao número de professores de educação especial, mas garantiu que a diferença é de apenas "algumas centenas". "Essa diferença vai ser ultrapassada porque serão criadas no futuro vagas adicionais para os professores devidamente habilitados nesta área, depois de aferidas de forma mais rigorosa as necessidades das escolas", explicou. Na concentração, a Fenprof contestou ainda os critérios definidos pelo Ministério da Educação para o acesso às vagas destinadas aos professores de educação especial, que este ano concorrem, pela primeira vez, em condições idênticas aos restantes docentes. No âmbito das alterações introduzidas no concurso de colocação de professores, a tutela criou este ano um grupo de recrutamento próprio destinado apenas a estes docentes, que eram até aqui destacados anualmente, mas estabeleceu que o acesso às vagas é feito com base no número de anos de serviço e não no número de anos de especialização. Fonte: Jornal Público |



