Mais de 15 mil professores do quadro sem horário

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Mais de 15 mil professores do quadro estão sem horário para o ano lectivo de 2012/2013 e sujeitos a concurso de mobilidade interna, indicam dados provisórios do Ministério da Educação e Ciência divulgados nesta quarta-feira.

Segundo os números hoje publicados na página da Direcção Geral da Administração Escolar (DGAE), as escolas declararam 15.309 professores do quadro sem componente lectiva, ou seja, com horário zero.

Da estimativa inicial feita pelas escolas e declarada através da plataforma informática , 1550 professores do quadro foram já “resgatados” aos horários zero através das medidas de combate ao abandono e promoção de sucesso escolar que o Governo divulgou a 17 de Julho.


Os professores de Matemática, Inglês e Português foram dos grupos mais beneficiados com estas medidas: por exemplo, 180 professores de português passaram a ter serviço, enquanto 121 de Matemática foram também “salvos” dos horários zero.

No ensino pré-escolar há 1359 professores com horário zero, enquanto no 1º ciclo do básico há 3155 docentes nestas condições.

No 2º ciclo, em que o número de horários zero chega aos 2797, os professores de Educação Visual e Tecnológico são os mais penalizados: há 1118 sem componente lectiva.

Quanto ao 3º ciclo do básico e secundário, verificam-se 7812 horários zero. Os grupos de Português (1408), Inglês (902) e Matemática (719) são aqueles onde se encontram mais professores sem aulas para dar, para já. Entre os professores do ensino especial, 186 estão com horário zero.

Nestes números estão incluídos professores que, por sua própria iniciativa, pediram para ser colocados no concurso de mobilidade interna “por doença ou para o desempenho de funções em organismos do Ministério da Educação e Ciência”, salienta a tutela em comunicado.

Deste rol de 15.309 horários zero poderão sair ainda mais docentes do quadro entre 9 e 13 deste mês, quando as escolas voltarem a ter acesso à aplicação informática e atribuir serviço, depois de saberem números finais de alunos matriculados e alargamento de ofertas formativas, para o que ainda estão em curso processos de autorização de turmas.

Fonte: Público

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